Ser adulto e ser criança?

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Durante toda a infância e adolescência os seres humanos precisam se sentir amados pela mãe ou por uma pessoa maternante por meio de cuidados amorosos até conseguirem andar sobre as próprias pernas. Ainda que a atual sociedade prega exatamente o contrário e que algumas mães não sintam os obstáculos dos filhos, nem acompanhe o desdobramento do ser essencial do filho, claro, por terem elas um distanciamento de suas próprias interioridades, em um emaranhamento profundo, familiar, geracional e transgeracional.

Muitas não sabem nomear as próprias emoções e vivem um constante viver para cuidar do outro-pessoas que não são seus filhos. Diante disso será muito difícil que seu filho se torne uma pessoa amorosa com si próprio sem antes reconhecer o que aconteceu a si quando era criança e isso também é válido para as mães e os pais que se encontram presos no emaranhamento familiar, geracional e transgeracional.

Mas o que isso tem a ver com ser adulto e criança? Se seus pais, principalmente as mãe não sabem reconhecer as próprias necessidades como vão reconhecer as suas na infância?

Para mim a melhor ferramenta que diferencia uma criança de um adulto é o reconhecimento da própria realidade afetiva. Lembrando que existem muitos adultos presos no mundo infantil e portanto agindo como crianças que sofrem.

Usar essa ferramenta significa que cada pessoa olha para as suas deficiências, suas necessidades não satisfeitas e seus medos, antes de dar prioridade às necessidades, genuínas, do outro.

Isso parece simples, mas não é! Já que a grande maioria dos adultos são-em maior ou menor proporção-crianças machucadas. Se dar conta disso faz com que cada pessoa se torne responsável. Esta é a diferença entre ser adulto e criança. Crianças não são responsáveis pelas suas reações porque dependem do cuidado de um adulto. Já os adultos, mesmos os que vêm de histórias difíceis, podem escolher, portanto, nós somos, sim, responsáveis pelas nossas ações. Nós criamos a vida que levamos e isso é fundamental para quem vive o que não gosta e o que gosta, pois assim têm um feedback, quase que imediato, para mudar suas ações ou estimulá-las ainda mais.

Ser adulto requer cessar a busca de ser amado pelos pais e se dar este amor que tanto busca no outro.

Imagina a loucura, a psicose que se organiza na psique de um jovem exausto de brigar para ser amado, esgotado de tanto desespero para ser aceito pela mãe e,finalmente, decidido a deixar de sofrer: inventar, fantasiar, mudar, ajustar a realidade ao gosto de cada pessoa. Isso sim, se torna uma manobra inteligente e eficaz. Já pensou nisso?

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